POR UMA MODA MAIS JUSTA E ÉTICA

O movimento Fashion Revolution

Fashion Revolution

Você sabe quem fez suas roupas? Qual o processo, do que ela é feita?

Quando pausamos nossa rotina para questionar e refletir sobre o que consumimos, seja nossa roupa, comida ou até mesmo serviços, nos deparamos com a nossa falta de conhecimento para conciliar uma resposta assertiva e complexa.

Muitas pessoas estão envolvidas no processo de produção de produtos, desde a extração da matéria prima, transporte e produção. É importante nos questionarmos se todo esse trabalho está de acordo com os princípios éticos e justos na validade da vida dessas pessoas.

O movimento Fashion Revolution foi criado após um conselho global de profissionais da moda se sensibilizar com o desabamento do edifício Rana Plaza em Bangladesh, que causou a morte de 1.134 trabalhadores da indústria de confecção e deixou mais de 2.500 feridos. A tragédia aconteceu no dia 24 de abril de 2013, e as vítimas trabalhavam para marcas globais, em condições análogas à escravidão.

Enquanto consumidores, precisamos nos conscientizar que, consumir produtos feitos sem o mínimo de respeito às pessoas que estão inseridas na cadeia produtiva, é ser conivente com práticas opressoras sobre seres humanos.

Uma mudança só é possível quando nos atentarmos para a nossa prática de consumo. Comprar de marcas locais, compreender os processos de produção, questionar sobre a matéria-prima e quem produz, são algumas iniciativas que podemos incorporar no nosso dia a dia. Optando por produtos artesanais, feitos em pequena escala e consumir menos são dinâmicas que alteram os impactos sociais e ambientais que precisamos elucidar.

Para a Carol @pontoluzcroche, estudante, artesã e artista, é importante valorizar o fazer manual, pois assim também fortalecemos o desenvolvimento social e econômico junto com pessoas próximas.

“Quem me conhece e acompanha sabe que uma das missões da @pontoluzcroche é fortalecer o slow fashion junto com diversas outras artistas que crescem apoiando umas as outras, seja comprando ou divulgando o trabalho de cada uma. Acredito de verdade que a moda, a arte e a consciência social podem andar de mãos dadas, e é nesse caminho que quero construir minha marca e fortalecer a revolução da moda.”

Para a Cinta @cintianicolaucraft, incentivar o trabalho artesanal é também proporcionar um olhar para dentro de si, nosso autodescobrimento e assim alimentar uma vida com mais saúde e qualidade de vida.

“Acredito na revolução manual como uma força essencial para a valorização do feito à mão, e das pessoas que produzem.

Para mim é incrível poder tecer uma roupa na qual eu vou usar por muito tempo, o que isso me causa é uma força, um descobrimento sobre meu eu e minha história que são essenciais para o meu desenvolvimento nesse mundo incrível do feito à mão.

Valorizar nosso artesanato, nossos artesãos, é rever nossa história e de fato dar valor a ela. Acredito no futuro Handmade, onde roupas, pessoas e histórias se conectam cada vez mais.”

A Made by You pretende se aliar ao movimento, na fé de que uma nova cultura de consumo precisa ser debatida. Precisamos nos questionar sobre #quemfezminhasroupas, pesquisar do que é feita a nossa vestimenta e de onde vem, precisamos refletir sobre nossos atos de consumo.

Ser artesanal é destacar a importância do fazer, valorizar quem está por trás da criação da moda que vestimos, fortalecer marcas e profissionais locais, consumir menos e [co]criar um mundo mais slow.

Saiba mais sobre o movimento Fashion Revolution e acompanhe muitos conteúdos para inspirar uma nova consciência.

by Lua Geiss

Uma comunidade para conectar criativos artesãos, encorajar um novo olhar e para habilitar suas mãos num ritual intimista.

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